PROGRAMAÇÃO VERÃO




O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra - local de conhecimento, de descanso e contemplação, terreno fértil para atividades culturais -, recebe um fim de semana de programação em cada estação do ano, fruto do projeto RE/FORMA. Este verão, nos dias 30 e 31 de julho, a relação entre Arte e Natureza vai ser explorada criticamente e reconfigurada, através de ferramentas e processos criativos. À paisagem sonora do Jardim juntam-se, em harmonia, música, contos e vozes. Os dois dias de atividades terminam com concertos a acontecer no emblemático espaço do Salão de São Tomás do Seminário Maior de Coimbra.

30 julho 2022 🗓️

10H00 + 15H00 | Portão dos Arcos | Oficinas de Fotografia: Associação Tira-Olhos *
16H30 | Estufa Tropical | Leituras Sonoras: Igor Lebreaud + Rapaz Improvisado
17H30 | Casa dos Narcisos | Concerto: Arianna Casellas y Kauê
18H30 | Capela de São Bento | Concerto: Marcelo dos Reis
22H00 | Seminário Maior de Coimbra | Concerto: Bia Ferreira **

30 julho 2022 🗓️

11H00 | Portão dos Arcos | Visita Guiada: Ricardo Kalash *
16H30 | Quadrado Central | Sessão de Contos: Miguel Gouveia (Bruaá)
17H30 | Estufa Fria | Concerto: sussurro
18H30 | Estufa Tropical | Concerto Ilustrado: Birds Are Indie + Salão 40 **
22H00 | Seminário Maior de Coimbra | Concerto: Amélia Muge **

* Entrada gratuita mediante reserva para re.forma.bluehouse@gmail.com
** Bilhetes disponíveis em breve na Ticketline, aqui


30 julho 2022 🗓️

10H00 + 15H00 | Oficinas de Fotografia, por Associação Tira-Olhos | Portão dos Arcos, JBUC

Como tirar fotografias sem recurso a uma câmara? A Associação Tira-Olhos, espaço de partilha e experimentação criado em 2019, propõe duas oficinas focadas em processos fotográficos lentos e artesanais. Na contracorrente dos habituais ciclos de consumo, dá-se atenção ao trabalho com suportes e matérias-primas que resultam de excedentes da produção comercial e, neste caso, elementos que podemos encontrar no Jardim Botânico.


16H30 | Leituras Sonoras: Igor Lebreaud + Rapaz Improvisado | Estufa Tropical JBUC

Igor Lebreaud & Rapaz Improvisado procuram estabelecer um diálogo atento entre a palavra escrita e a música. A voz e a guitarra encontram-se para procurar um outro lugar, de partilha e descoberta. A um verso responde um acorde e a uma melodia junta-se uma inflexão da voz, numa festa breve, mas sustenida.


17H30 | Arianna Casellas y Kauê | Casa dos Narcisos JBUC

Arianna Casellas (Montes, Sereias, Melífluo) canta o seu protodiário de viagem, mas começa a querer largá-lo para de facto poder desfrutar da paisagem. Entre as suas histórias encontra Kauê Gindri, marinheiro e companheiro de aventuras, mestre das místicas percussões do coração, embalando em tempos compostos as melodias cheias de familia, tempo e emoção.


18H30 | Marcelo dos Reis | Capela de São Bento JBUC

É uma voz proeminente na nova geração de músicos improvisadores europeus. Toda a sua obra tem sido amplamente aclamada, e entre todo o reconhecimento, foi nomeado um dos cinco melhores guitarristas por quatro vezes na publicação El Intruso, no Anual International Critics Poll (2016, 2017, 2018, 2021), que reúne jornalistas de todo o mundo. Em 2017 foi considerado músico do ano na revista jazz.pt, já em 2020, foi considerado um dos mais influentes músicos improvisadores dos anos 2010’s pela prestigiada publicação “Free Jazz Blog Collective”. A sua abordagem idiossincrática com a guitarra, coloca-o como uma das figuras chave da nova música portuguesa, dos vinte discos editados, todos eles são aclamados pela crítica especializada nacional e internacional. Apresenta agora em primeira mão, o material de "Just Songs", terceiro disco a solo que sucede o aclamado "Glaciar" de 2021. 


22H00 | Bia Ferreira | Salão de São Tomás, no Seminário Maior de Coimbra

Bia Ferreira é mineira, criada em Aracaju. Traz na sua bagagem amor e afeto, ingredientes que compõem a sua luta. Toca Música de Mulher Preta (MMM), na continuidade de outras artistas como Elza Soares e Dona Leci Brandão, usando a sua voz para contar a história daquelas que são a base da pirâmide social, garantes de um cuidado que lhes foi negado. Em 2019, edita o álbum ‘Igreja Lesbiteriana: Um Chamado’, em jeito de ‘missionária da revolução', pondo o dedo na ferida aberta ao abordar questões sociais e políticas. As letras de Bia Ferreira são 'escrevivência': as suas músicas são um reflexo do que a artista vive, sente e vê, abrindo espaços de esclarecimento e motivação. 


31 julho 2022 🗓️


11H00 | Visita Encenada, por Ricardo Kalash | Portão dos Arcos JBUC

Todas as plantas do Jardim Botânico guardam em si fragmentos de histórias de quem nele trabalhou e viveu. O Jardim foi-se alterando e a nossa visão do mundo também. Cada pedra e substância transporta memórias. Sabias que o Jardim Botânico produzia frutas e as vendia para fora? Que tinha muitos mais jardineiros do que tem hoje? Que a estátua que se encontra na Estufa Fria simboliza a ciência das plantas? Ricardo Kalash leva o público numa visita encenada pelos segredos que o Botânico esconde.

• Evento de entrada livre sujeito a reservas para re.forma.bluehouse@gmail.com


16H30 | Sessão de Contos: Miguel Gouveia (Bruáa) | Quadrado Central, JBUC

“Florilégio de Contos” - Uma sessão de narração oral para a infância de onde todos sairão com um ramalhete de contos feitos de terra, água, animais e plantas.


17H30 | sussurro | Estufa Fria. JBUC

"Actos Um" é o novo concerto de sussurro pensado para o Jardim Botânico. Nas suas sonoridades eletrónicas o músico conjuga as gestualidades num tempo plúmbeo, a restar, ou mesmo um tempo que sentimos perdido. Um tempo excessivo; demasiado, o nosso. A proposta, definitivamente experimental, propõe repetir o gesto débil, temporário e breve. Captar a nossa condição excessiva do tempo. Levar-nos a outro ritmo. No meio do Botânico, musica um diálogo entre humanos e não humanos onde as imprecisões daquelas formas manifestam uma presença e o seu movimento; uma mão em tudo vulnerável, ao lado da vulnerabilidade da flora.

sussurro, projeto iniciado fulgurosamente no ano 2018. Participou numa residência artística a convite da CABB a meados do ano que se seguiu. Nesse ano, em novembro de 2019, celebra no Salão Brazil o vigésimo aniversário do Cosa Nostra, com um concerto de abertura ao concerto da música Clothilde. Daí, dois concertos no Aqui Base Tango, um dos quais referente à programação paralela do festival Les Siestes Électroniques que ocorreu na CABB, e um mais no CITAC para o projecto Pandemonium™ de Gil Mac. Entre uns e outros, passagem na Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra - Anozero, e presença regular na Rádio Baixa. Em 2020 sai do rolo a fita do primeiro EP pela editora portuense 1980Lyfers; Dias Normais, Dia Sufocante.


18H30 | Birds Are Indie + Salão 40 | Estufa Tropical JBUC

Birds Are Indie nasceram em Coimbra, em 2010, fruto do amor entre Ricardo Jerónimo e Joana Corker, aos quais se juntou o amigo de longa data, Henrique Toscano. Tais pássaros, viajam por todo o país e pela vizinha Espanha, onde têm encantado o público e a crítica com a sua forma peculiar de estar em palco. Depois de vários EPs e quatro álbuns, celebraram dez anos de carreira com o lançamento do 5º disco “Migrations - the travel diaries #1”, gravado na Blue House e editado na conimbricense Lux Records, ao qual se somou o #2, editado em vinil, já em 2021.

Pode a música ser materializada através da ilustração? Pode um lápis de cor funcionar como extensão do corpo que vibra? No concerto de Birds Are Indie, especialmente preparado para se confundir com a Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, o desafio é lançado ao coletivo Salão 40: captar, em tempo real, o som e o sentir; transpor ondas para o papel, através de abordagens realistas, expressivas, abstratas. Além da presença dos membros do grupo, cujos trabalhos serão depois expostos, o espetáculo é aberto ao público, quer queiram desenhar, ou não.

• Bilhetes para este concerto à venda 
aqui.


22H00 | Amélia Muge | Salão de São Tomás, no Seminário Maior de Coimbra

Amélia Muge é cantora e criadora transdisciplinar, fazendo revisitações que vão às raízes da música portuguesa, passando pelos desafios de fusão multicultural. Pioneira em Portugal do canto individual a vozes e da criação de ambientes vocais, Amélia Muge desenvolve potenciais tímbricos que, numa interação com samples feitos a partir da sua voz, lhe permitem ser, simultaneamente, plural e individual. Durante o concerto, as imagens projetadas recriam visões imaginárias das vozes amelianas. Apresenta-se no Seminário Maior de Coimbra, dia 31 de julho, às 22H00, trazendo memórias sonoras da expressão vocal tradicional, numa leitura mais contemporânea.

• Bilhetes para este concerto à venda aqui.


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Projeto apoiado e cofinanciado pela DGArtes e República Portuguesa.

Produção: Blue House | JACC - Jazz Ao Centro Clube | Jardim Botânico da UC

Contacto: re.forma.bluehouse@gmail.com