BIRDS ARE INDIE

                     

Os Birds Are Indie nasceram em Coimbra, em 2010, entre Ricardo Jerónimo e Joana Corker, que se apaixonaram em 1998 e aos quais se juntou Henrique Toscano, um amigo de longa data. Banda independente, tem-se afirmado junto do público e da crítica, bem como tocado por todo o país e por Espanha, onde apresentam a sua forma peculiar de estar em palco. Depois de vários EPs e 4 álbuns, 2020 trouxe consigo a celebração de 10 anos de carreira e o lançamento do 5º longa-duração “Migrations - the travel diaries #1”, gravado na Blue House e editado na conimbricense Lux Records, ao qual se somou o #2, editado em vinyl, já em 2021.

É conhecida e vincada a geografia musical deste trio de Coimbra: o seu ninho foi construído em forma de bedroom pop, com a folk pelo meio, numa postura DIY minimalista, própria dos primeiros voos, tal como aconteceu com Belle and Sebastian, Yo La Tengo, Moldy Peaches ou Juan Wauters. Com o tempo, as asas da sua pop foram crescendo e aproximaram-se do rock que lhes foi ensinado por nomes como Lou Reed, Dean Wareham, Black Francis e Stephen Malkmus.

Em "Migrations" está muito presente a ideia de ida e regresso, seja porque o disco vagueia entre diferentes períodos na vida musical e pessoal da banda, seja porque o mote para as letras que o compõem é a sua própria inquietude, ora desamparada, ora desafiante. No fundo, quem vive entre o aqui e o ali, prefere é estar além, como a mestria de Variações tão bem sintetizou. E assim, entre começos e (a)fins, 11 anos depois, inicia-se mais uma viagem...

✏️ «Fazem da pop, não um espaço de fantasia para escapar do mundo de todos os dias, mas, pelo contrário, um lugar em que a fantasia é precisamente esta vida que temos perante nós. (...) Há este amor pelas canções, e pela forma como as canções fazem a nossa vida, que Ricardo Jerónimo, Joana Corker e Henrique Toscano aprimoraram com sensibilidade e humor, com intenção e fervor. Foi esse o longe a que chegaram. Canções, senhoras e senhores, é disso que falamos.
»
Mário Lopes, ÍPSILON / PÚBLICO

✏️ «Ouvir "Migrations" é como ver um conjunto de polaroids de viagens antigas, o que, por si só, já é uma viagem. Estão aqui as cores do final de tarde, as alegrias (grandes e pequenas), os tropeções e a vontade de não ficar muito tempo no chão. É uma viagem com alguma melancolia que prova que, às vezes, ela pode ser doce. Isto se não tivermos medo de a provar...»
Marta Rocha, ANTENA 3

✏️ «O título "Migrations" assenta na perfeição a esta viagem por entre uma geografia física e emocional, a que não falta o espírito de diário de uma banda que sabe contar histórias onde também ela participa. Há melancolia, inquietação, ironia e espírito de desafio, num disco onde tanto descobrimos o espírito crooner de um Bill Callahan, a fatalidade de um David Berman ou o humor revolto de uns Magnetic Fields. Dez anos depois de terem aprendido a voar, estes pássaros estão soltos como nunca.»
Pedro Miguel Silva, DEUS ME LIVRO

✏️ «Restam poucas dúvidas que o plano que Joana Corker, Ricardo Jerónimo e Henrique Toscano começaram a traçar em 2010 chegou agora ao tal ponto de perfeição que sempre tentaram alcançar, consciente ou inconscientemente. Melodias contagiantes, sol a rodos, gente a dançar na relva, um Verão impossivelmente pop, baixo pulsante, teclados viciantes e as guitarras a levarem-nos às cavalitas por uma vida que não existe para lá destas canções. Não queremos sair daqui. Podemos ficar?»
Sérgio Felizardo, VICE PORTUGAL

✏️ «Neste "Local Affairs" há um cuidado com a produção e construção das canções, fruto da experiência. Mantém-se o feliz cruzamento de vozes e no meio de uma relativamente maior complexidade dos arranjos, nunca se perde de vista aquela ingenuidade inicial que lhes dá tanta graça.»
Manuel Halpern, JORNAL DE LETRAS

✏️ «No sucessor de "Let's Pretend The World Has Stopped", os Birds Are Indie continuam a apostar em melodias simples, marcadas por um sentido de humor agridoce e alternando músicas animadas e faixas a meio gás. "Local Affairs" destaca-se pela ênfase na pop, assente numa dinâmica instrumental superior e complementada por arranjos mais elaborados. Por outro lado, o disco evidencia a sensibilidade que o trio de Coimbra coloca na abordagem a temas românticos, divertidos ou meditativos. O single veraneante "Come Into The Water", a balada "Endless Summer Days" e o estilo sedutor da faixa-título são os melhores momentos de um trabalho que mostra um salto qualitativo no som do grupo.»
Pedro Salgado, REVISTA SÁBADO

✏️ «O trio de Coimbra mantém-se fiel aos acordes simples em que apostaram na sua génese, e talvez por isso a jovialidade se mantenha intacta. Esperamos, muito sinceramente, que esta malta que abandonou os seus empregos nunca se despeça da música.»
Álvaro Graça, RUA DE BAIXO