MIC 2026

Com o intuito de promover o desenvolvimento de carreiras artísticas e musicais, o MIC: Música Independente de Coimbra pretende descobrir novos talentos da Região Centro, para projetos dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu e destina-se a artistas/grupos com carreira individual ou coletiva independente e ainda não consagrada, aceitando qualquer estilo ou género musical, desde que, pela sua natureza, sejam enquadráveis no ciclo CAFÉ CURTO e no espaço do Café Concerto Coimbra. Em 2026, foram selecionados 5 projetos musicais, projetos esses que serão selecionados pela equipa da BLUE HOUSE.
Para além da apresentação ao vivo, os artistas/grupos escolhidos irão trabalhar em estúdio e gravar uma música num estúdio profissional e terão direito à produção do respectivo videoclipe e a uma sessão fotográfica.
MIC 2026 [Projetos Selecionados]
Hélder Brandão Antunes

Hélder Brandão Antunes é um compositor, que tem vindo a desenvolver o seu percurso artístico nos últimos anos, tendo chegado às semifinais do Got Talent 2025 e à final da MNJC 2024. Estas experiências reforçaram a sua vontade de continuar a criar música, num processo em que encontra inspiração sobretudo nas pessoas e nas pequenas ideias que surgem no quotidiano.
Gomo de Tangerina

Gomo de Tangerina nasce do encontro entre dois músicos, Alice e Paco, com formações e caminhos distintos, unidos pela paixão pela música portuguesa e brasileira. Dessa ponte entre culturas surge uma sonoridade própria, que cruza elementos da música erudita, do jazz e da música popular, aliando espontaneidade e rigor estético. O duo tem apresentado o seu trabalho em várias cidades do norte de Portugal, entre as quais Aveiro, Porto, Marco de Canaveses, Guimarães, Baião, Lousada e Amarante.
Em agosto de 2024, Gomo de Tangerina realizou uma residência artística na Quinta da Pedra, em Medrões, na Régua, dedicada ao desenvolvimento do trabalho autoral e à exploração de obras de outros compositores, incluindo peças escritas especialmente para o grupo.
XANFANA

XANFANA é o projeto musical criado por Miguel Pires e Nelson Brízida, ambos naturais de Condeixa-a-Nova. Unidos por uma longa amizade e por um percurso de descoberta musical autodidata, os dois cruzam referências que vão da música tradicional portuguesa à eletrónica, passando pelo fado, as cantigas de trabalho, os cordofones, o bombo e o adufe, mas também pelos sintetizadores, instrumentos elétricos e ritmos programados. Artistas como Jean-Michel Jarre, Massive Attack, Fatboy Slim, Moloko e Carl Cox convivem, neste universo, com as memórias sonoras recolhidas no quotidiano e com repertórios transmitidos entre gerações.
A partir desta combinação de referências, XANFANA explora as fronteiras entre o folk e a música eletrónica, recorrendo à captação e manipulação de sons, samples e instrumentos para criar novas paisagens sonoras. Cantigas rurais, lengalengas, vozes, sons da natureza e fragmentos do quotidiano são recolhidos e transformados através de processamento digital, numa espécie de processo de corte e costura entre o tradicional e o contemporâneo. O projeto procura, assim, dar uma nova expressão a uma cultura que durante gerações fez cantar e dançar, reinterpretando-a através das ferramentas e linguagens da música atual.
CLARA MAIO

Clara Maio é uma cantautora que parte do jazz e do R&B para construir um universo musical aberto à influência de diferentes géneros. Organized Chaos é o seu primeiro projeto inédito, concebido como uma trilogia de EPs que explora a coexistência entre caos e organização. O projeto acompanha as diferentes versões da artista ao longo do processo de composição e nasce da vontade de experimentar, cruzar linguagens e encontrar uma forma própria de expressão, sem procurar definir ou categorizar a fusão resultante.
A música surge, assim, como uma forma de organizar um estado de permanente transformação e de converter a confusão em criação artística. Em palco, Organized Chaos assume a forma de um concerto intimista e dinâmico, atravessado por diferentes géneros musicais e por reflexões pessoais, sociais e políticas. Através desta trilogia, Clara Maio convida o público a percorrer o mesmo espaço de descoberta que acompanha o seu processo criativo, deixando em aberto aquilo que cada pessoa poderá ver, ouvir ou sentir.
RUJO

RUJO nasce do encontro entre Rute e João, dois artistas que, antes de formarem esta dupla, já eram fãs do trabalho um do outro. Rute traz a palavra, numa escrita marcada pelo Hip Hop, pela crítica social e pela reflexão individual, enquanto João traz o ritmo através de um beatbox experiente, usando a voz como instrumento para acompanhar, responder e reinventar cada palavra.
O resultado é um projeto íntimo e criativo, construído a partir da cumplicidade e do improviso. A música acontece no espaço entre os dois: entre uma frase e um beat, entre o que foi escrito e aquilo que nasce no momento. O repertório cruza temas autorais com covers, mantendo uma vontade constante de experimentar e criar. RUJO é, assim, o encontro entre duas sensibilidades que, juntas, encontram uma terceira voz.