A JIGSAW | Like The Wolf Uncut | CD | 2010
A JIGSAW | Like The Wolf (Uncut) | CD | 2010 | JIG07
A JIGSAW | Like The Wolf (Uncut) | CD | 2010 | JIG07

A JIGSAW | Like The Wolf (Uncut) | CD | 2010 | JIG07

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Rewind Music
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 A JIGSAW 
Like The Wolf (Uncut)

01 - Farmhouse
02 - Red Pony
03 - His Secret (feat. Becky Lee Walters)
04 - Crashing Into The Harbour
05 - Like The Wolf
06 - Return To Me (feat. Becky Lee Walters)
07 - My Blood
08 - Dreams & Feathers
09 - Idiot Smile
10 - Leap Of Ignorance
11 - Six Blind Days
12 - Down The Willow's Bed
13 - The Trial
14 - A Little Story

Músicas e Letras:
A JIGSAW

João Rui: voz, guitarra acústica, guitarra eléctrica, guitarra havaiana, bandolim, banjo, harmónica, kazoo, ukulele
Jorri: piano, harmónio acústico, percussão, contrabaixo
Susana Ribeiro: violino, melódica, xilofones, Glockenspiel

Convidados:
Becky Lee Walters: voz
Carlos Ramos: bateria e percussão
Miguel Lima: bateria e percussão
Gito Lima: contrabaixo

Produção:
Miro Vaz

Gravação, Mistura e Masterização:
AUDIOPLAY STUDIOS
Miro Vaz

Artwork e Design:
Pedro Freitas

RW#1001
Rewind Music – 2010


As marcas mais profundas que o tempo nos deixa ocorrem durante a infância, no nosso estado de inocência. Somos, durante um período (muito, muito curto) da nossa existência, diamantes em bruto. Mais tarde ou mais cedo acabamos por ser delapidados pelo tempo.  No entanto, há imagens que perduram, sensações que não esquecemos. Uma delas é aquela em que o lobo se afigura como um demónio, um monstro, a personificação do medo. É uma imagem tão forte que nos constrange, consumindo o espaço à nossa volta e suprimindo o ar que o preenche. Com a idade, a perspectiva muda e os medos que tínhamos desvanecem-se: os nossos olhos reconhecem agora as formas caninas deste ser.  O conceito deste conjunto de músicas é o das ilusões que nos roubam o espaço. No momento em que nos apercebermos da sua queda, já teremos sido curvados pelo tempo. Quando o lobo deixa de ser uma figura ameaçadora, passando a ser meramente um ser vivo, ele torna-se no sinal de que a ilusão terá chegado ao fim.  O lobo, que era uma ameaça, reflecte agora as falhas de um diamante delapidado. É demasiado tarde, não conseguimos recuperar quem fomos no nosso estado bruto. O lobo acaba por ser uma ilusão/recordação da nossa inocência – essa sim, uma quimera.